Existem pequenos pormenores que fazem toda a diferença! Muitos comerciantes não estão a conseguir acompanhar as novas estratégias de mercado e não entendem como é que outrora tinham a casa cheia e hoje, têm os armazéns cheios de stock e meia dúzia de clientes.
Muitas vezes, a culpa não é só da crise, nem da eventual concorrência, mas do estilo de abordagem por parte do vendedor que pode estar completamente desadequada e desactualizada em relação aos novos tempos e à nova procura de mercado:
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“Posso ajudar?”. Hoje em dia, este tipo de abordagem é maçador. As pessoas sabem perfeitamente que se precisarem de ajuda, o vendedor está lá para isso! Ninguém gosta de ser incomodado enquanto está a ver, principalmente se depois do clássico, “Não obrigado!” , ou mesmo o desconfortável, “Estou só a ver!”, ainda insistir com comentários acerca dos artigos que a pessoa está a ver – “Olhe que se quiser há mais cores e números!”, “Se quiser experimentar sinta-se à vontade!”, etc. O mais certo é perder aquele cliente e outros a quem ele vai dizer como o vendedor daquela loja é um chato!
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Forçar o cliente a levar mais artigos além daqueles que pretendia inicialmente, não é com certeza uma boa estratégia de marketing! Os salões de cabeleireiro são um exemplo perfeito para esta ilustração. Está uma pessoa com a cabeça cheia de rolos, enfiada num secador, sem qualquer hipótese de fugir, e temos que ouvir as maravilhas de todos os amaciadores, lacas e máscaras que estão nos expositores. Parece que estamos condenados à calvice se não os comprarmos e o pior é que muitos vendedores só desistem quando nos vencem pelo cansaço! Ninguém quer isso! Muitas vezes as pessoas vão às compras com o dinheiro todo contado e colocá-las na situação de terem que confessar que não têm dinheiro é convidá-las a frequentarem outros estabelecimentos onde a sua vontade seja respeitada.
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“É só ?”. É comum ouvir esta expressão na hora de pagar. Se comprámos pouco, sentimo-nos constrangidos, se comprámos muito apetece-nos perguntar: “Porquê, acha pouco?”. O ideal é não perguntar nada. Se o cliente quisesse mais alguma coisa, com certeza que teria pegado nela, mas se é daquelas pessoas que insiste em comentar, então opte por um agradável: “É tudo?”, nem que seja um parafuso.

























17 Comentários
Gostei imenso deste post, é exactamente assim que eu penso, às vezes levamos cada “seca” que nunca mais lá voltamos. Este post devia ser lido por todos os comerciantes.
Beijinho
Bem visto! Realmente os vendedores por vezes são muito chatos…
Beijos
)
Isto acontece principalmente em lojas fora das grandes superfícies, por vezes é até uma tentativa de serem simpáticos com o cliente, porque tb há akeles que o dizem de forma forçada, notoriamente em tom de frete. Enfim, hj temos plena consciencia do que queremos e em que condições queremos, eu quero eu procuro, nao me xateiem a tentar impingir akilo que nao procuro. K tal fazeres desse post um mail para enviar para os comerciantes hehe
Conheço bem a maçada de querermos ver algo pelo interesse que poderemos ter num artigo e sermos invadidos nesse momento que é nosso pela chatice do vendedor que nos quer impingir quase à força uma venda. Acho que o encantamento e namoro inicial se esfumam de imediato.
Eu próprio tenho uma loja e nunca me atrevi a quebrar o momento de magia de alguém que vem ver qualquer coisa. Muitas vezes acontece a maravilha. Essa pessoa entra, olha e sai,. Dois dias depois volta e olha outra vez às vezes pergunta outras não. No dia seguinte entra com o olhar cheio de luz e compra o artigo. Acho o comprar algo especial.
É um momento tão lindo que merece ser intimo e só nosso.
Foi uma excelente “dica “para quem faz atendimento ao público (esperemos que venham cá ler! (lol))
cumprimentos
Olá…Daniela
Boa noite
É verdade tudo o que dizes!
Eu já fui vítima desse tipo de abordagem em vários estabelicimentos comercias. O que não é nada agradável.
Beijinhos
Saudações da Madeira
Sabes que é exacta/ por causa da ausência destes “pormenores de abordagem” tão importantes que o comércio tradicional e o pequeno comercio estão em crise? É por estas e por outras ainda piores que um gajo é mais feliz num grande armazem, daqueles anónimos e impessoais, mas sem ninguem a chatear. (Rôda-se, como é que conseguiste pôr aquelas patinhas nos meus comentários? Há coisas fantásticas…ehe ehe ehe)!!!!!! Chuac!
Falou tudo… Realmente chato tudo isso…
Quando só se quer olhar e ja chove vendedor “Querendo atender”, eu acho chato demais
Tem que mudar muita coisa né ^^
Bom fim de semana
:****
… quer me irritar é me perseguir pela loja.
Odeio.
Bleargh!
No Brasil os vendedores fazem igualzinho. É um saco.
Bjs.
Chico Bruno
Oi Dani,
Acho que os vendedores precisariam de um treinamento melhor para atender clientes…Sabe, eu detesto entrar numa loja de sapatos por exemplo e mal cheguei já vem uns 3 vendedores em cima de mim perguntando o que quero ver…
Aí desisto e procuro outra loja…
Realmente é muito desagradável certas abordagens.
Beijos e bom final de semana!
Concordo. As abordagens no cabeleireiro são muito desagradáveia. Já vamos pagar uma nota preta pelo penteado e depois ainda nos querem vender aqueles produtos que, não desfazendo da qualidade, são caríssimos!
Dani,
Se entro numa Loja e um vendedor chega assim, perco toda vontade de comprar, alias, chamo isso de “espanta fregues”.
Acho que deveria ser enviada uma copia para cada comerciante do mundo!
Amiga sei que voce anda sem tempo, mas coloquei um desafio para voce no meu Blog que gostaria muito que participasse.
Afinal…quem nao gostaria de saber mais de voce?
Beijos
MARY
Hahahahahahaha
Belíssimo post! Alguns idiotas comerciantes deveriam ler isto!
Essa do “se eu quisesse mais teria pegado”, é sensacional!
Abraços
E o que dizer da famosa frase: “O seu telefonema é muito importante para nós”? Beijocas
Atender bem é uma arte. Aqui em Floripa muita gente andou dando cabeçada pela maneira bisonha em atender ao cliente. Tem lugares que nem volto mais mesmo se não pagasse nada. Perguntem-me quais antes de virem visitar a Ilha da Magia.
Por isso é que continuo fiel ao meu barbeiro (ainda o chamo assim, à antiga) há tantos anos. Corta-me o cabelo enquanto falamos das últimas do país e do mundo, e “é tudo”.