A notÃcia das gravações de uma aula de história, na Escola Básica 2,3 Sá Couto, em Espinho, está a dividir a opinião pública e de que maneira!
Ouvi com atenção, mais do que uma vez e reconheço cortes na conversa. Uma série de respostas a perguntas que não se ouvem. A famosa frase que está a fazer o cabeçalho de muitos artigos de jornal: “Já agora podem contar quando é que perderam a virgindade”, parece-me de alguém que recorreu da ironia, para mostrar que a conversa já está a ultrapassar os limites do aceitável.
A linguagem gráfica utilizada pela docente era escusada, mas só quem lida com adolescentes é que sabe que a linguagem usada pela professora até é bastante light e muito aquém do calibre das conversas entre alunos que correm pelos recreios das escolas.
Aponto-lhe que nunca se interrompe uma aula para falar destes temas, ou de outros que não tenham a ver com a matéria, (cada vez menos). A disciplina de Formação CÃvica existe para debater assuntos deste género, entre outros.
Foi um “abre olhos” para esta colega que, por um lado, percebeu da pior maneira que não vale a pena esclarecer quem já tem a escola toda, mas por outro, deve aprender a abstrair-se destes “disse-que-disse” e portar-se como uma autoridade, sem no entanto, ser autoritária. É que os miúdos aprendem por imitação e, inevitavelmente, irão reproduzir, numa situação de resolução de conflito, os métodos que aprenderam.
Também não sabemos pela gravação o que terá dito a mãe da aluna, (a tal que só estudou 12 anos), para a professora reagir daquele modo!? O facto de mencionar que o “namoradinho” da dita aluna é conhecido do filho é no mÃnimo estranho e só terá algum sentido se tivermos acesso ao diálogo e não apenas ao monólogo.
Esta gravação é um monólogo, composto por excertos de respostas que assim a frio e retiradas do seu contexto apresentam-se chocantes. Importa que se apure a verdade.
Por algum motivo se tem levantado uma onda de solidariedade a favor da professora de Espinho, que no ponto de vista da maioria dos alunos, e passo a citar: “A stora é espectacular!” Bom, até pode ser que a colega seja uma boa pessoa, não a conheço, não sei! Mas sei que como professores temos que ter a capacidade de improvisar, até nas situações de maior tensão, e articular as nossas conversas de modo a que sejam sempre aceitáveis, mesmo quando as tentam tirar do contexto. É difÃcil, eu sei. Mais ninguém consegue a proeza, também sei. Mas nós, professores, temos que conseguir! Quer pelos alunos, quer pela nossa dignidade.
Este post aqui está bom.




























7 Comentários
Olá
Gostei do post… e obrigado pela referência ao meu.
Jorge Soares
Era bom que se apurasse a responsabilidade criminal da menor que efectuou a gravação de voz e imagem, ilícita por não consentida, a responsabilidade de quem a divulga, que é crime diferente, fora a infracção disciplinar de ter o tm ligado na aula. Claro que pela idade é assunto de lei tutelar educativa do tribunal da comarca, não pode ser julgada como adulta se menor de 16 anos mas realmente os fantásticos alunos e seus papás têm de começar a ser responsabilizados pelo que fazem: uns são anarcas e os outros anarcas são, nem educam nem deixam educar. Portugal é um país de mal educados, em qualquer lado, não há respeito, educação, civismo, nada, é uma tristeza, acho que o trauma da ditadura ainda não passou e continua a confundir-se tudo, liberdade com falta de educação, regras e respeito. A continuar a ser assim, este país nunca há-de ser rico, por sucessivamente ser feito de gente pobre de espírito, educação e formação.
Já agora, não sou professor…
O apuramento da responsabilidade da gravação de voz em questão é do foro das pessoas directamente envolvidas no assunto e não tem a mínima relevância para a discussão, visto tratar-se de um problema judicial com respostas pouco ou nada subjectivas. A gravação de voz (e mesmo vídeo) podería ser uma prática comum (já praticado no MIT dos EUA), seria uma forma de 'levar' a matéria escolar para casa e ouvir novamente para assimilar os conceitos aprendidos na escola com mais intensidade. Com a tecnologia que existe hoje em dia, existe a possibilidade de levar conteúdos pedagógicos para todos os miúdos (e mesmo graúdos) através da internet para qualquer casa, tornando a cultura mais omni presente e transparente para todos.
infopura
info.pura.00@gmail.com
Infopura, por acaso até poderia, mas neste caso não foi! lol
II PARTE
PROFESSORA (FURIOSA) – já vos espliquei o que aconteceu! quando os vossos pais cá estiveram, foram os primeiros a dizer que a mãe daquela senhora é uma mal-educada e sem nível nenhum. e digo isto à frente da senhora se for preciso! que escolaridade te a sua mãe?
ALUNA – O 12º.
PROFESSORA – Pois eu tenho mestrado! a sua mãe, para ter tantos estudos como eu, tinha de estudar mais dez anos. por isso, quando se dirigirem a mim, senhoras como aquela, como a mãe daquela menina, tratam-me por "senhora doutora". porque a mãe dela andou doze anos na escola. eu andei doze anos na escola, quatro na faculdade, dois nos estágios, dois numa pós-graduação e um numa especialização! Ao péde mim, ai… está, como eu costumo dizer, 1,70 lá embaixo!
isto o que eu escrevi neste texto acima ontem foi uma transcrição literal da gravação que eu ouvi. aproveitei a Internet e, legenda a legenda, e copiei para vos chamar a atenção à arrogancia que ela é em pessoa, para além de ser bruta ao ponto de chocar o país. mais: está previsto na lei que é ilegal gravar cenas destas em público. mas, na minha opinião, em casos extremos, seria necessário . Porque isto mostra como alguns professores são tão maus para os alunos e abusam do poder. os professores em casos extremos, certos professores com este comportamento, devem ser denunciados! ou será que ainda estamos no tempo da Ditadura?!
quere se arranjar justificaçoes pra o k n tem….. aquilo n sao maneiras d falar com pessoas quanto mais crianças….. ela n é Deus pra fazer julgamentos ….. durante aquela hora ela devia falar é d historia …..