Não é por acaso que tanto os familiares, como os próprios líderes religiosos, aconselham os seus jovens a partilharem as suas vidas, com alguém que tenha as mesmas convicções religiosas. Quando uma pessoa é verdadeiramente praticante de uma determinada religião, todo o seu dia-a-dia vai ser um reflexo da sua fé, mesmo nos hábitos mais banais e comuns, como a alimentação, a escolha do vestuário, a vida sexual, etc.
Na fase do encantamento, é costume pensar-se que o amor tudo vence e que até se pode combinar uma cerimónia mista, ou num lugar neutro, como um jardim, ou uma quinta… Porém, o casamento, não se resume ao dia da cerimónia e o mais provável é começarem um ciclo de conflitos por causa das vossas diferenças.
Eu posso pedir ao meu marido que ceda em alguns aspectos da sua personalidade, para bem da harmonia familiar, mas não lhe posso pedir para viver com um peso na consciência e em “constante pecado”, só porque segundo a minha convicção religiosa, o que lhe peço não tem mal nenhum! Para mim pode não ter mal nenhum, mas para ele, pode ser a mortificação interior, o derrubar dos alicerces da sua fé e consequentemente, os da nossa relação.
Depois há a questão dos filhos, como é que os educamos? Há quem diga: “Vamos esperar que cresçam e depois escolhem!”. Mas como é que isso é possível se um dos pais acredita que certas cerimónias religiosas são fundamentais para a protecção espiritual da criança? E se ambos acreditam em rituais opostos, em que o procedimento de um, é mais maléfico que o do outro?
Tenho conhecido casais cujas bases espirituais são diferentes e só deram certo, porque na verdade nenhum dos dois era praticante da religião! Nestas circunstancias é possível, mas quando ambos são praticantes de religiões que chocam nos seus princípios de conduta, o melhor é não seguir com o namoro, para evitar um grande sofrimento no futuro. É possível sobreviver a um desgosto amoroso, mas é quase impossível viver com o peso de uma perdição eterna!

























25 Comentários
Daniela se o casal for seguidores de suas crenças, realmente é difícil o relacionamento …
bom fim de semana
bjs
Acredito que não seja fácil. Sei-o bem! Mas não acredito na sua impossibilidade.
Como especialista na área concordo que seja necessária uma base de valores comuns para que a família sobreviva e possa construir valores comuns. Acredito na necessidade de compatibilidade nalguns aspectos da vida relacional do casal. Mas como pessoa com (alguma) experiência no tema não posso concordar na total impossibilidade. Tornar-se-á fundamental um aumento do esforço para esse enquadramento, pois será mais difícil, mas impossível: não necessariamente! Conheço inúmeros e incontáveis casais religiosamente mistos e “practicantes” com anos de “sucesso” e conheço um sem-número de casais com a mesma vivência do espiritual que falharam enquanto casal. A vida religiosa é importante mas não restringente.
Além do mais, exceptuando algumas visões sociais, as religiões (não me refiro às visões extremadas, mas às próprias religiões) acabam por professar o mesmo: o amor ao próximo, a cortesia, a veracidade, a igualdade de todos os seres humanos, a necessidade duma vida espiritual, o esforço pelo bem colectivo, a importância da família, e assim sucessivamente…
Não obstante, agradeço o texto que nos permite reflectir sobre esta realidade cada vez mais comum.
ola dani, so vim dar uma beijoca !
voltei com força!
desgosto fica para sempre!
Dizem que a fé é a força mais potente do mundo, e eu acredito nisso. Ela pode mover montanhas, e falo por experiencia própria! Sobre casamento e relacionamentos, só digo que viver a dois é uma arte!
Bjinhos
Da, obrigada pelo carinho por ocasião do Primeiro Aniversário do Business Opportunities Weblog Brasil, dei um jeitinho de incluir seus votos
bjsss
Cris Zimermann
Virtual Entrepreneur
http://brazilbusiness.biz
Um beijinho de bom fim de semana
Mas tem casos também de mesmo o casal sendo da mesma religião, um dia um dos dois resolve mudar de credo, e ai??? rss
bjs
Daniela, foi perfeita. Realmente a convicção religiosa é um grande item a ser considerado no momento de se casar. Não sei quanto a Portugal mas aqui na terra brasilis é uma barafunda de religiões e seitas … conciliar uma com as outras é um exercício metafísico
Querida Daniela
Normalmente, a mulher adere à religião do marido, pondo o amor acima de tudo. Quase sempre arrepende-se mais tarde de o ter feito.
Um beijo
Daniel
Oi , primeiro obrigado pl tua visita. ESte é um assunto um pouco delicado…. acho que as pessoas podem ter religioes diferentes mas respeitarem-se um aos outros.Em relaçao as crianças, os dois com o tempo podem mostrar aos filhos as suas prespectivas e devem deixa-lo seguir a que mais se endetificam com ele. beijinhos e vou vir ca mais vezes. aparece tb
Dani, todos dizem q se o casal tiver a mesma religião o relacionamento fica mais fácil …
Bjo
Dani, não acho necessário os dois terem a mesma religião. Pq haveria de ser? Viver a dois, é antes de tudo, repeitar o espaço do outro. Diria que exitem três relações numa só: a relação do marido com ele mesmo, a da esposa com ela própria e a relação de ambos. Se os dois observarem estes critérios, não é por aí que um casal se separa.
Uma relação falha quando o respeito pelo espaço do outro falha.
Beijos
Oi querida amiga!
Você escreveu sobre o grande dilema q todos nos passamos quando decidimos nos entregar e serve ao único Deus veradadeiro e quando esperamos encontrar a pessoa pelo qual iremos dividir a vida; porque a diferença de crença tem influencia direta no nosso dia-a-dia como que vc falou sobre as coisas banais e corriqueiras.
Isso tenho vivido em buscar um que some comigo a mesma fé, pois já experimentei o julgo desigual e ví que realmente não deu certo comigo.
Que as bençãos continuem sendo derramandas no casamento em todo o mundo pois é plano de Deus!
E que cada um saiba buscar do Senhor o melhor para si mesmo e assim levar uma vida mais feliz e em perfeita comunhão de paz conjugal.
…E muitíssimo obrigada pela força e pelas suas sempre estimadas vezitinha!
Agradeço ao papai do céu por ter uma irmã como você! rsrs bjsssss
” Que em sua vida a presença do Senhor Jesus continue sendo notável e que a unção do Senhor seja derramada copiosamente sobre a sua vida em o nome santo de Jessus Cristo que vive e reina eternamente, Amém”
Belo e oportuno texto, Daniela. Gostei de ler.
Deixe-me entretanto, comentar alguns comentários:
do SAM, com respeito pela sua opinião, permita-me que discorde em absoluto; nesta matéria não há meio-termo, é ou não é;
do Nuno Costa, judiciosamente diz e diz muito bem;
do Unicas, perdoe-me mas isso é teoria de papel…
Pois, é complicado!
DANIELA, eu concordo com tudo o que vc disse, mas existem pessoas que colocam a felicidades pessoal e conjugal acima dessas coisas, porque tem consciência que cada pessoa é um ser único, que sua individualidade so pertence a ela mesma e partem para construir suas vidas baseadas no respeito individual. Sei que é difícil, mais existe.
bjs
Ensinar/aprender as diferenças e indicar qual o melhor caminho é tarefa que se deva seguir!
Dialogar no seio das diferenças e chegar a um consenso é caminho que se deva seguir num casal!
A religião é uma parede qeu retém os homens a agirem por cona própria. Ela é imprescindível enquanto adestra a índole humana de, por si, tornarem donos da própria verdade e passarem a fazerem o que lhes convém sem o temor de nada. Dostoievisk, falou: Sem Deus tudo é tudo torna-se permitível ao homem. E esta confiança, a fé que temos nele é que nos mantém vivendo de forma rasoável. Nos levando, de vez em quando refletirmos sobre as condições alheias; nos ressentirmos com os que vivem em condições de extrema miséria, ao tempo em que nos abstém de prticarmos os atos ilícitos, que alguns se atrevem em nome de si mesmos.
Um beijo, e muito obrigado pelo comentário deixado no meu blog.
De fato a religião é algo importante para quem é praticante. Quando a pessoa arrisca casar com alguém que não é de sua religião, isso por si só já é prova de que a pessoa não leva a religião à sério.
SE SÃO OS DOIS DA MESMA FÉ,UM CASAMENTO COM OUTRO DE OUTRA FÉ,É CONTRADITÓRIO Á BÍBLIA,ISTO SÃO DICISÕES MUITO COMPLICADAS DE SE TOMAR.
(1 Coríntios 7:39) . . .A esposa está amarrada durante todo o tempo em que seu marido estiver vivo. Mas, se o seu marido adormecer [na morte], ela está livre para se casar com quem quiser, somente no Senhor.
(1 Coríntios 7:39) . . .A esposa está amarrada durante todo o tempo em que seu marido estiver vivo. Mas, se o seu marido adormecer [na morte], ela está livre para se casar com quem quiser, somente no Senhor.. . .
PARA QUEM ACREDITA EM DEUS É CLARO,SE UMA PESSOA É MUÇULMANA, E QUER CASAR COM UMA CRISTÃ,TEM DE SE CONVERTER PRIMEIRO AO CRISTIANISMO, E AÍ SIM JÁ PODE CASAR, O CONCEITO BÍBLICO,ESTÁ SEMPRE ACIMA DOS NOSSOS CONCEITOS,QUER O ACEITAMOS OU NÃO…
É verdade Kiki.
Na maioria das vezes dá barraca!
Também penso como você. O melhor é não seguir no namoro e evitar infelicidades futuras, porém, sabemos que na prática isso não acontece. As pessoas preferem arriscar e poucas conseguirão deixar o namoro de lado.
Gostei bastante do tema, alem de ser muito interessante aprendemos a reconhecer que numa relacao é necessario o respeito.
Beijo doce