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Dia Mundial da Poesia

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Liberdade

Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa…

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Fernando Pessoa

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16 Comentario(s)

  1. tina oiticica harrisNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    Ah, um Fernando Pessoa para alegrar os corações. Vou levar a ilustração para uma pergunta Google que bate sempre no Universo Anárquico –retrato do Alberto Caeiro, pois é…

    Beijos,

  2. SaramarNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    Fernando Pessoa é a própria poesia.
    Lindo, como todos os poemas dele.

    beijos, querida e saudades.
    Não fique estudando demais, certo?

    beijos

  3. benechavesNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    Oi, amiga: sinto sua ausência n’o apanhador. Trabalhando muito, sem tempo? Dê uma espiadinha por lá, viu? Ficarei muito feliz com sua presença.

    Um beijo de saudade…

  4. EduardoNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    “Falta cumprir-se Portugal”…
    Parabéns pelo blogue!

  5. CareconeNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    Amo!

  6. Andreia do FlautimNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    É tão bom quando lemos livros sem ser por obrigação!

  7. Ricardo RayolNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    E eu deixei essa passara em branco… sou uma anta :-)

  8. L.S. AlvesNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    Fernando Pessoa é algo que faz a poesia valer a pena.

  9. Me HateNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    Alvaro de Campos…

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

    Revejo-me muitas vezes neste excerto de “Tabacaria” de um dos seus heteronimos…

  10. Mary FiorattiNo Gravatar | Mar 22, 2007 | Responder

    Dani querida: Eu AMO Fernando Pessoa. Fiz Faculdade de Letras no Brasil, e quando terminei, eu queria
    muito ter feito um trabalho de pos-graduacao do Fernando Pessoa. Eu era simplesmente apaixonada por ele.
    Que linda poesia, que se a lermos com cuidado, veremos que eh uma tremenda reflexao!
    Beijos querida, adoro seu Blog.
    E voce!
    MARY

  11. David CameiraNo Gravatar | Mar 23, 2007 | Responder

    Esta é a trova favorita dos cábulas…

    LOL

  12. FontezNo Gravatar | Mar 23, 2007 | Responder

    pra mim o melhor escritor de sempre…!
    (…)

  13. mmarquesNo Gravatar | Mar 23, 2007 | Responder

    aplauso para o Fernando Pessoa; ainda bem quando alguém nos compreende ……

  14. linfoma_a-escrotaNo Gravatar | Mar 24, 2007 | Responder

    Fomos um para o outro!
    Também não faltava mais nada…
    Rendi-me a suspiros que esvaziaram vilas de
    whisky, transportaste teu mickey mouse por
    entre brigas empolgantes sem preSERVAtivo,
    dilacerei novocaína e a sucursal periférica
    nasceu deveras e em todas as línguas grasnou
    a quais perturbadores pontos de exclamação?

    Apologias de tribunal emergem entre china white
    widow whore e cabelos transfigurados que se adaptam
    à metamorfose pela via láctea diluída na trincheira,
    a fissão viu caras de marujos como objecção contra
    o pasmado pastor das punhetas em pranto,
    quando morreres minha alma terá desaparecido,
    afastaste-te mas sentir-te perto mastiga o motivo
    que resta e encaixota as campânulas ovais em mato
    selvagem compenetrado por servir meus medos.

    Cheguei a abanar os ombros para levantar vôo
    nestas conferências de desintegrados que se
    dilaceram no peganhento mel de abóbora encantada,
    para reverem as borbulhas escuras e unguentar
    com emboras cada boca sedenta de plena impaciência
    ao reconquistar a saudade logo antes de te ter olhado.
    Fico a dormir no rail de carga da vagoneta que
    atravessará outra velada em escuridão trancilvânica,
    mais coerente será cozer o crú e desejar a luz única
    anunciada por crescimentos acelerados da biologia,
    nunca aprendi a tabuada e já raciocinei longe daqui
    mas custava-me encontrar-te sem surpresa entre as
    palavras e suas letras, desbaratando sobre torpes isqueiros
    retirei os prestes pedidos que até me faziam falta,
    deixando para nunca advérbios que expliquem isto e
    salvem repetições canónicas de odioso prumo afeiçoado.

    Nasci no esgoto da feira popular da família atómica,
    unicidade implica duplicidade que implica polaridade e
    tons próximos revelam todos os piolhos encravados
    a serem empalados por seus próprios neurónios, caso
    recusem jogar nos matraquilhos da cavala-iguana,
    apenas em visita de passagem para apalpar patrocinadores
    da Causa, idênticamente disfarçada de mariajoana-ninguém.

    Na auto-estrada recreativa podes raptar a bel-prazer
    médios traficantes adeptos em representar consequências,
    nem a saliva desesperada se cospe pois nada terá subvivido
    se nesta última década te lembrares de mim uma vez só.

    Anunciei espetar antinomias nas aporias e aposentar-me.

    Mas precisaria da drástica reviravolta que deixa de julgar
    as colinas, outrora apanágio de fúteis fortunas, condensando
    todos os resquícios de ideias sobre gastronomia astronauta.

    Talvez seja preferível aprender o que o mundo marginaliza e
    sentir-me superior como todos os outros no seu prisma oblongo,
    palram sobre predilectas lágrimas derramadas no escritório de
    chamuça que aquece novo hímen implantado cirúrgicamente
    na abécula secretária substituta das noitadas extraordinárias.

    Todos estes dias para te esquecer e nenhuma paixão
    pelas mega-modelo fará não te venerar antes de acordar.

    in QUIMICOTERAPIA 2004

    http://WWW.MOTORATASDEMARTE.BLOGSPOT.COM

  15. NunoNo Gravatar | Mar 25, 2007 | Responder

    Oi, Daniela.
    Daqui o Nuno.

    Se todos seguíssemos este conselhos, especávamos a ver o sol doirar, o rio correr, a brisa a não ter pressa. E nunca leríamos os papéis pintatdos com tinta do Fernando Pessoa.

    Fair enough.

    Bjs.

  16. mniNo Gravatar | Mar 26, 2007 | Responder

    e eu aqui na tua casa a ler-te.
    deixo um beijo e uma flor.

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