Dia Mundial da Poesia
De Daniela Mann on Mar 21, 2007 in Poemas

Liberdade
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa…
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
…

tina oiticica harris
| Mar 22, 2007 | Responder
Ah, um Fernando Pessoa para alegrar os corações. Vou levar a ilustração para uma pergunta Google que bate sempre no Universo Anárquico –retrato do Alberto Caeiro, pois é…
Beijos,
Saramar
| Mar 22, 2007 | Responder
Fernando Pessoa é a própria poesia.
Lindo, como todos os poemas dele.
beijos, querida e saudades.
Não fique estudando demais, certo?
beijos
benechaves
| Mar 22, 2007 | Responder
Oi, amiga: sinto sua ausência n’o apanhador. Trabalhando muito, sem tempo? Dê uma espiadinha por lá, viu? Ficarei muito feliz com sua presença.
Um beijo de saudade…
Eduardo
| Mar 22, 2007 | Responder
“Falta cumprir-se Portugal”…
Parabéns pelo blogue!
Carecone
| Mar 22, 2007 | Responder
Amo!
Andreia do Flautim
| Mar 22, 2007 | Responder
É tão bom quando lemos livros sem ser por obrigação!
Ricardo Rayol
| Mar 22, 2007 | Responder
E eu deixei essa passara em branco… sou uma anta
L.S. Alves
| Mar 22, 2007 | Responder
Fernando Pessoa é algo que faz a poesia valer a pena.
Me Hate
| Mar 22, 2007 | Responder
Alvaro de Campos…
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Revejo-me muitas vezes neste excerto de “Tabacaria” de um dos seus heteronimos…
Mary Fioratti
| Mar 22, 2007 | Responder
Dani querida: Eu AMO Fernando Pessoa. Fiz Faculdade de Letras no Brasil, e quando terminei, eu queria
muito ter feito um trabalho de pos-graduacao do Fernando Pessoa. Eu era simplesmente apaixonada por ele.
Que linda poesia, que se a lermos com cuidado, veremos que eh uma tremenda reflexao!
Beijos querida, adoro seu Blog.
E voce!
MARY
David Cameira
| Mar 23, 2007 | Responder
Esta é a trova favorita dos cábulas…
LOL
Fontez
| Mar 23, 2007 | Responder
pra mim o melhor escritor de sempre…!
(…)
mmarques
| Mar 23, 2007 | Responder
aplauso para o Fernando Pessoa; ainda bem quando alguém nos compreende ……
linfoma_a-escrota
| Mar 24, 2007 | Responder
Fomos um para o outro!
Também não faltava mais nada…
Rendi-me a suspiros que esvaziaram vilas de
whisky, transportaste teu mickey mouse por
entre brigas empolgantes sem preSERVAtivo,
dilacerei novocaína e a sucursal periférica
nasceu deveras e em todas as línguas grasnou
a quais perturbadores pontos de exclamação?
Apologias de tribunal emergem entre china white
widow whore e cabelos transfigurados que se adaptam
à metamorfose pela via láctea diluída na trincheira,
a fissão viu caras de marujos como objecção contra
o pasmado pastor das punhetas em pranto,
quando morreres minha alma terá desaparecido,
afastaste-te mas sentir-te perto mastiga o motivo
que resta e encaixota as campânulas ovais em mato
selvagem compenetrado por servir meus medos.
Cheguei a abanar os ombros para levantar vôo
nestas conferências de desintegrados que se
dilaceram no peganhento mel de abóbora encantada,
para reverem as borbulhas escuras e unguentar
com emboras cada boca sedenta de plena impaciência
ao reconquistar a saudade logo antes de te ter olhado.
Fico a dormir no rail de carga da vagoneta que
atravessará outra velada em escuridão trancilvânica,
mais coerente será cozer o crú e desejar a luz única
anunciada por crescimentos acelerados da biologia,
nunca aprendi a tabuada e já raciocinei longe daqui
mas custava-me encontrar-te sem surpresa entre as
palavras e suas letras, desbaratando sobre torpes isqueiros
retirei os prestes pedidos que até me faziam falta,
deixando para nunca advérbios que expliquem isto e
salvem repetições canónicas de odioso prumo afeiçoado.
Nasci no esgoto da feira popular da família atómica,
unicidade implica duplicidade que implica polaridade e
tons próximos revelam todos os piolhos encravados
a serem empalados por seus próprios neurónios, caso
recusem jogar nos matraquilhos da cavala-iguana,
apenas em visita de passagem para apalpar patrocinadores
da Causa, idênticamente disfarçada de mariajoana-ninguém.
Na auto-estrada recreativa podes raptar a bel-prazer
médios traficantes adeptos em representar consequências,
nem a saliva desesperada se cospe pois nada terá subvivido
se nesta última década te lembrares de mim uma vez só.
Anunciei espetar antinomias nas aporias e aposentar-me.
Mas precisaria da drástica reviravolta que deixa de julgar
as colinas, outrora apanágio de fúteis fortunas, condensando
todos os resquícios de ideias sobre gastronomia astronauta.
Talvez seja preferível aprender o que o mundo marginaliza e
sentir-me superior como todos os outros no seu prisma oblongo,
palram sobre predilectas lágrimas derramadas no escritório de
chamuça que aquece novo hímen implantado cirúrgicamente
na abécula secretária substituta das noitadas extraordinárias.
Todos estes dias para te esquecer e nenhuma paixão
pelas mega-modelo fará não te venerar antes de acordar.
in QUIMICOTERAPIA 2004
http://WWW.MOTORATASDEMARTE.BLOGSPOT.COM
Nuno
| Mar 25, 2007 | Responder
Oi, Daniela.
Daqui o Nuno.
Se todos seguíssemos este conselhos, especávamos a ver o sol doirar, o rio correr, a brisa a não ter pressa. E nunca leríamos os papéis pintatdos com tinta do Fernando Pessoa.
Fair enough.
Bjs.
mni
| Mar 26, 2007 | Responder
e eu aqui na tua casa a ler-te.
deixo um beijo e uma flor.