É uma ilusão pensar que as pessoas acabam primeiro uma relação, para depois partirem para outra. Nunca é assim!
Aliás, homens e mulheres têm que se apaixonar primeiro (e 99% das vezes traem primeiro) para começarem a “preparar o caminho” para dar o pisga e pensarem em “assoarem-se a outro lenço”, uma vez que este (tu) já estás “gasta(o)” e já deste o que tinhas a dar!
Vivemos num mundo onde quase tudo é instantâneo e descartável, até os relacionamentos. Nem se pensa no peso do sofrimento que a traição carrega, nem nas consequências que advêm de subtrair os filhos aos pais e tudo por causa de uma nova paixão, (também ela com os dias contados, igualmente descartável), que pela sua intensidade ultrapassa compromissos, dignidade e muitas vezes amor verdadeiro, porque, há divorciados que se amam e só o são porque a certa altura se precipitaram.
As pessoas disfarçam muito mal a saturação pelo relacionamento actual e até o encantamento, (o feitiço que lhes deu como canta o outro) pela outra pessoa que agora lhes parece tão perfeita, como se fosse a porta para um mundo de novas oportunidades… até nisto o adultério é egoísta, na medida em que parte para outra com a mesma atitude de quem busca a promoção numa empresa: “Já me fartei por aqui, deixa-me cá ver as oportunidades e a satisfação pessoal que posso alcançar através desta pessoa!?”
Tão típico dos nossos dias! Ninguém pensa, realmente, em amar, dar, tornar o outro feliz. Pensar por uns momentos: “Aquela é a minha esposa, não a vou fazer chorar! Hoje ela vai ter um dia feliz!” – e vice-versa.
Há sinais que denunciam esta vontade de deitar fora “o guardanapo”, nomeadamente a irritação constante, transformar qualquer palavra, gesto ou atitude do outro num motivo de briga, distorcendo os factos e se possível responsabilizando a pessoa que está inocente pelo mau estar gerado.
Quando as pessoas amam, perdoam, dão carinho, mostram respeito e orgulho, elogiam até uma omeleta queimada… há uma intenção de alegrar os dias daquele, ou daquela que é a nossa família e assim proporcionar uma lar harmonioso aos filhos.
Se alguém que lê este artigo, se revê nesta situação, não se culpe. E saiba que não é possível obrigar ninguém a gostar de nós. A irritação, os insultos, as culpas de que é responsável até pela crise mundial são apenas a expressão de quem quer dizer: “Gosto de outra pessoa, sei que te destrocei, sei que sou horrivel, mas o meu orgulho jamais me deixará assumir a dor que te causei.” .

























9 Comentários
Pois é, e muitas vezes só se estão a enganar!
Fez ontem 5 anos que recebi um relógio com um "love" no mostrador e 5 meses certinhos depois estava separada, sem querer acreditar. A que se deve tamanha hipocrisia, Daniela?
Às crises de meia idade, Manuela… lolololololol
Há gajos que compram carros desportivos, outros arranjam amantes, é conforme a pancada!
Manuela, esse seu ex devia querer trocar uma nota por moedas, talvez para o tabaco e entrou na 1.ª loja dos 300 que encontrou! Mande-o pastar!
É Daniela, e tem casais que passam a se odiar tanto após o casamento que não se separam apenas para não dar o gostinho ao parceiro.
Beijo querida… ah, e ficou muito bom este novo visual do site, parabéns.
Nem sempre o cara ou a gaja dão um pontapé por causa de outra real, as vezes apenas se idealizam com outra pessoa e isso serve de muletas. Eu, se me separasse, ficaria um bom tempo sozinho, só sorvendo as delicias prazerosas das mulheres dadivosas do mundo de meu deus.
também ando com saudades de mim risos
te saúdo, ó doutora.
O melhor mesmo é esquecer e passar uma borracha!
Daniela, estou com saudade, você sumiu…. está tudo bem contigo?
Se sim dê notícias por favor.