Mensagens Românticas
De Passagem
Como é que se ama
Depois de um grande amor?
De uma outra forma
Igualmente grande, talvez…
Outros beijos
Que bloqueiam
Lágrimas, lágrimas
Que ainda correm…
E no meio acontece a vida
Entre o que se vive
O que se viveu
E o que está por resolver
E sim, um dia partiremos neste embrulho
Sabendo que cada amor foi verdadeiro
E no seu tempo foi primeiro
E outros que chorem e resolvam essas lágrimas
Que inundaram cada dia
De garra, paixão e nostalgia…
Plenitude
Nunca mendigues amor nem rastejes por afecto
O teu ser não é uma caixa de esmolas
O meu querer não se move por penas
Merecemos a plenitude de uma entrega voluntária
Ergue a tua face e descansa na inquietação da espera
Perde-te no tempo e completa-te com a tua presença
Talvez um dia esta dança acerte o passo
E voluntariamente nos amemos…
Para Além da Dor
Cruzamo-nos na rua
Resignados
Cúmplices
Desconhecidos
Corre uma história
Uma lágrima
Que nos faz sorrir
Para além da dor…
Eterno é aquele momento
Em que por mim passas
E estranhos somos…
E cruzamo-nos em sonhos
Por cruzarmos sonhos
As nossas vidas…
Loucos
Desfeitas estão as almas
Dos enganados
Que persistem em esperanças…
Desgraçados!
Desfeitos, desfeitos
Os que se movem por instintos
Pela soberba transformados
Em insanas alegrias…
Loucas desfeitas
São estas almas,
As dos apaixonados.
Paixão
Atravessamos o deserto descalços
Alegres
Desprendidos
Enfaixados em sonhos
Carregamos esperanças
Elixir de domínio
Projectando momentos
Fragmentos do que não foi
Mas atravessamos o deserto descalços
Porque as certezas dissipam-se nas areias
E o óbvio é acessório.
Desperdício
Não me apetece pôr em causa
Esta terra que húmida
Me afaga conceitos
Desnudados pelo receio
Não me apetece pôr em causa
Os preconceitos revelados
No desperdício daqueles segundos
Que ponderei acalentá-los
Não me apetece e nem porei em causa
As causas que defendo…
Por tua causa.
Incerteza
Pudera eu tocar teus sonhos
E mergulhar
Neste reboliço que é a tua mente
Constantemente
Sentir o que sentes
Como me sentes
Nostalgias de mim
Fusão do ser
Olhares desnudam-me
Afectos envolvem-me
Ardentemente
Reboliços da minha mente
Dissipar-se-iam
Certamente.
Correntes de Ti
Nas correntes desse rio
Dissolvem-se ecos de ti.
Águas que abraçam
Estas árvores infrutíferas
Colunas que me sustentam
Para não transbordar
Quedar-me
Por aqui
E destas colunas observo
Remoinhos que engolem
Esses toques, esses beijos
Que um dia foram meus…
E não, não mergulho
Nessa corrente não embarco
Destas colunas aguardo
O que a maré me trouxer.
Errante
Como um sussurro na noite
Que me diz baixinho:
“Não chores mais!”
Como um querer alucinante
De fugir de mim
Para te sentir como os demais…
Como um carrossel errante
Que expulsa cavalos e cisnes
Tudo e mais nada…
Assim é
Quando te sonho, acordada
Sendo a mais bela história
A que ficou por contar
Sendo o mais belo abraço
Aquele, cativo no teu olhar.
Nota: Todos os poemas desta página são de minha autoria.
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