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Namorar ou Andar ?

Portugal_Algarve.jpgUma vez perguntei a um amigo: “Queres andar comigo?”, ficou sem reacção, de olhos muito abertos a olhar para mim e antes que me respondesse alguma coisa perguntei-lhe: “E correr?”.

Descontraiu, percebeu que eu estava a brincar. Mas na verdade, o que eu queria era discutir um bocadinho acerca desta terminologia do “andar com”, dai a brincadeira, e foi sobre isso mesmo que falámos durante umas horas.

Não existe consenso! Há quem diga que quem “anda” só beija e quem namora já se pode “esticar” mais um bocadinho. Outros há que defendem que as intimidades são as mesmas para ambos os casos, ou seja, há os que se atrevem a ir mais além nas duas situações e há os que se resguardam tanto quando “andam”, como quando namoram, mas a diferença estará num acordo verbal de compromisso.

Também há quem não “ande” de todo. Ou namora, ou não namora, mas contactos gratuitos sem promessa de compromisso é expressão de baixa auto-estima.

A teoria diz que “andam” para se conhecerem e se der certo namoram, ou seja, combinam o casamento. Sendo assim, esta diferença já existia, só que tinha outros nomes. Namoram para se conhecerem e se der certo, noivam para marcar o casamento.

O que não está muito esclarecido é a permissão das intimidades, porque na verdade o que se verifica é que o “andar com” está para o namoro, como a união de facto para o casamento. Na prática é a mesma coisa, sendo que uma apresenta compromisso oficial e voluntário de ambas as partes e outra seja uma situação de eterno stand by.

Se como tanto se ouve dizer, o que conta é o amor e os papeis não significam nada, não será o acto de assinar o papel um acto de amor? Quem não gosta de declarações escritas de amor? É isso mesmo que a certidão de casamento significa, uma declaração escrita de amor, numa promessa de entrega voluntária. Será que as pessoas não precisam dos papeis, ou têm medo de os assumir?

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