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Porto de Abrigo

O infinito não começa amanhã! Ou não seria infinito, por ter ponto de partida…

E sendo assim, quando partir, já não parto, apenas continuo…

Por ser parte desta eternidade que nos atravessa e já está em nós desde os dia em que fomos concebidos. Por parte de nós ser pó e ao pó voltará, como o estado líquido que se transforma em sólido e em vapor, mas que nunca deixa de ser água…

O sopro da vida, esse está por nossa conta! A quem é que o vou entregar para continuar o passeio eterno? Só faz sentido entregá-lo a quem sabe e ninguém sabe melhor do que Aquele que é o grande “Eu Sou”!

E se a eternidade já está em nós e O Eterno é agora, para quê esperar pela “mudança de estado” para nos deixarmos guiar pelos Seus olhos? Porque é nos Seus olhos que eu me encontro e nos Seus braços, o meu porto de abrigo…

A rendição perante o fim, nada mais é que a aceitação de que somos um apêndice dispensável.

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