Quando era miúda, descobri uns LPs do Raul Solnado entre outros tantos que a minha mãe tinha lá por casa. Foi mais ou menos pela altura que comecei a deixar de ouvir “Os Meninos Rabinos”, a Maria Armanda e a “Ana Faria e os Queijinhos Frescos” e a interessar-me pelas “músicas dos crescidos”.
Pois um dia, entre um “Jackpot” (era o nome de uma colectânea que tinha umas músicas da Mara Abrantes, Rui Veloso e Nina Hagen, entre outros) e uma caixa com vários Lps do Tchaikovsky, deparei-me com o sorriso do Raul. “Este deve ser bom!” – pensei. E pensei bem. Só não sabia é que era humorista, pensei que seria mais uma cantor a descobrir! Achei-lhe tanta graça que até hoje, ainda não me cansei de ouvir as mesmas rábulas.
Nos dias que me sentia triste, ouvia o Raul. Quando precisava de motivação, de ideias novas, de “recarregar as baterias”, ouvia o Raul…
Não sei se ele era mesmo feliz, ou se apenas fazia rir os outros, mas foi o Raul que me fez perceber que um bom artista pode iluminar os dias tristes de um desconhecido qualquer, apenas com a sua arte.
O próximo vídeo apresenta a minha rábula favorita:

























2 Comentários
O que nós nos ríamos com esse LP! __Também tive pena…
E não encontrei o do ladrão (para chatear o pai que era polícia), esse era genial! lolololol