Sexualidade
Acto/relação sexual ou coito
É a denominação geral dada à fase em que dois animais com reprodução sexuada (mais especificamente o ser humano) realizam a acção física de junção dos seus gâmetas. Não tem sempre, contudo, uma função reprodutiva.
Ejaculação
Chama-se ejaculação à libertação de espermatozóides para eventualmente fecundar uma fêmea. A ejaculação, em algumas espécies inclusive a espécie humana, pode ou não ser acompanhada por um orgasmo. Normalmente o homem ejacula 3 a 4 jactos de esperma a 45Km/h.
Espermatozóide
É uma célula sexual masculina, com mobilidade activa, capaz de nadar livremente. É composto por uma cabeça e uma cauda ou flagelo. A cabeça, que constitui o maior volume do espermatozóide, consiste no núcleo, onde o material genético se encontra concentrado. Os dois terços anteriores do núcleo estão cobertos pelo acrossoma, que, limitado por uma membrana contendo enzimas, facilita a penetração do espermatozóide no óvulo. A cauda é responsável pela mobilidade do espermatozóide e na área intermediária da cauda encontramos os produtores de energia celular. Vivem em média 24 horas no trato genital feminino, porém alguns espermatozóides são capazes de fecundar o óvulo após três dias.
Fecundação
Em biologia, chama-se fertilização ao momento em que um espermatozóide penetra num óvulo. O óvulo, gâmeta feminino, possui barreiras para a penetração dos espermatozóides: a corona radiata (mais externa, composta de células foliculares) e a zona pilosa (camada glicoprotéica situada após a corona radiata). Os espermatozóides, gâmetas masculinos, possuem na cabeça o acrossomo, que começa a liberar enzimas hidrolíticas ao entrar em contacto com tais barreiras. Ao vencê-las, ocorre a fusão entre as membranas dos dois gâmetas. Imediatamente após a fecundação, a membrana do óvulo altera-se para impedir a entrada de outros espermatozóides. Os 23 cromossomas de cada gâmeta unem-se, formando o zigoto, com 46 cromossomas.
Menstruação
Fenómeno fisiológico do período fértil da mulher, que permite a eliminação periódica da caduca do endométrio uterino com fluxo sanguíneo e o óvulo que não foi fecundado. A menarca (primeira menstruação) geralmente acontece por volta dos 12 anos de idade, mas pode variar entre os 8 e 16 anos.
Orgasmo
É uma reacção do corpo que dura apenas breves segundos sentida durante o acto sexual ou de masturbação, resultado de intensa excitação das zonas erógenas ou órgãos sexuais. Nos homens, apresenta-se como um pico rápido de excitação seguido de ejaculação e rápida queda na sensação de prazer. Nas mulheres, pode consistir de um período mais extenso de sensação de prazer acima do normal, pontuado por alguns picos de extremo prazer, mais intenso que nos homens, com decréscimo destas sensações mais lento do que nos parceiros. Nas mulheres, ainda, se podem verificar contracções musculares que causam a expulsão de líquido através da vagina, caracterizando a ejaculação feminina. Pesquisas recentes demonstram aspectos evolutivos que diferenciam homens e mulheres da espécie humana dentro do contexto sexual. No homem as áreas do cérebro que mais trabalham durante o acto sexual são as áreas mais primitivas que deixam o indivíduo impulsivo e agitado e as que menos trabalham são as áreas da atenção, do medo e do raciocínio, já nas mulheres as áreas de atenção e raciocínio continuam a funcionar.
Óvulo
É uma célula sexual feminina produzida pelos ovários. Assim que é libertado para as trompas de falópio, (fenómeno designado por ovulação), o óvulo está então pronto para a penetração do espermatozóide (fecundação). Após a fusão destas duas células sexuais torna-se impossível a entrada de qualquer outro espermatozóide. O óvulo é uma célula muito pequena, arredondada e de pouca mobilidade que só pode ser visto com um microscópio. Após a fecundação, passa a chamar-se zigoto.
Zonas erógenas
São determinadas partes do corpo onde o toque pode causar excitação sexual. No ser humano, as zonas erógenas são determinados pontos sensíveis da pele que ao toque, desencadeiam uma reacção de excitação. A intensidade da sensação causada nestas zonas, pode variar de indivíduo para indivíduo, embora os padrões sejam delimitados de acordo com as zonas apontadas pela maioria das pessoas. Pescoço, nuca, lóbulo da orelha, lábios e língua, mamilos, nádegas, coxas e dedos, para além dos próprios órgãos sexuais são comummente apontados por homens e mulheres como zonas erógenas.
Coito interrompido
É um método contraceptivo natural. Consiste do acto ou efeito de retirar o pénis de dentro da vagina antes da ejaculação. Porém, não é o mais eficaz dos métodos, com grandes chances de a parceira engravidar.
Espermicida
É um líquido utilizado para aniquilar os espermatozóides.
Diafragma
Pequeno anel flexível re coberto por uma película de borracha ou silicone que é colocado pela mulher dentro da vagina até cinco horas antes da relação sexual. O papel do diafragma é obstruir completamente o colo (entrada) do útero, impedindo que os espermatozóides atinjam o órgão e a consequente fertilização do óvulo. Ao contrário do preservativo que só pode ser utilizada uma vez, o diafragma pode ser reutilizado diversas vezes. Deve esperar cerca de seis a oito horas para retirar o diafragma que deve ser lavado com água e sabão, seco e guardado em recipiente próprio, polvilhado com amido de milho. Seguidas as recomendações de uso, um diafragma pode durar até dois anos.
Dispositivo intra-uterino
É um dispositivo anticoncepcional que é inserido no útero, por um médico. O seu mecanismo de acção depende da interferência com a migração dos espermatozóides, com o transporte do óvulo e com a fertilização. Pode estimular ainda uma reacção inflamatória no útero, que também é contraceptiva. Apresenta diversos formatos e alguns dispositivos libertam hormonas para aumentar a sua eficácia. É eficaz durante 3 a 5 anos. Deve ser sempre vigiado pelo médico e não é uma primeira escolha para mulheres que nunca tenham tido filhos. É um método muito seguro, mas pode ter alguns efeitos secundários, pois pode agravar as dores menstruais, provocar períodos menstruais muito abundantes e pode, por vezes, facilitar o aparecimento de infecções intra-uterinas, pelo que se deve usar sempre o preservativo.
Pílula Contraceptiva
Contém uma pequena quantidade de duas hormonas parecidas com as que são produzidas pelo ovário: estrogénio e progestagénio. É actualmente o método contraceptivo mais eficaz, chegando a 99% de sucesso. Certos medicamentos podem diminuir a eficácia da pílula, sendo por isso importante lembrar o seu médico de que a está a tomar, bem como evitar tomar medicamentos sem consultar o médico.
Pílula do dia seguinte
Esta pílula é inibidora da implantação da mórula. A gravidez começa com a fecundação, pelo que a pílula do dia seguinte é abortiva por actuar depois dela.
Não é propriamente um método contraceptivo, mas sim um recurso disponível se existir alguma falha na utilização de um método contraceptivo e verificar-se a possibilidade de gravidez. Deve ser usada da forma prescrita e apenas pontualmente, em situações especiais.
Preservativo
Este é o método contraceptivo mais utilizado em todo o mundo, que não só ajuda no planeamento familiar como também evita a transmissão das mais terríveis doenças sexualmente transmissíveis (DTS). É feito de látex ou poliuretano e por norma já vem lubrificado. Existe em várias cores, aromas e tamanhos. Deve estar presente durante todo o acto sexual. Coloca-se antes de iniciar a penetração e retirar-se depois da ejaculação, antes que o pénis perca a erecção.
Vasectomia
Consiste numa pequena cirurgia feita com anestesia local em cima do escroto. Não precisa de internamento. Consiste na esterilização voluntária definitiva e por isso, o homem deve ter certeza absoluta que não quer mais filhos, até nova cirurgia para reversão. A cirurgia de reversão é simples e na maioria dos casos, não apresenta complicações.
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