Síndrome de Asperger

O síndrome de Asperger ou o transtorno de Asperger ou ainda Desordem de Asperger é um síndrome que está relacionado com o autismo, diferenciando-se deste por não comportar nenhum “atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou de linguagem”. O termo “síndrome de Asperger” foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma honrar Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990, mais precisamente em 1994 no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na sua quarta edição.

Suspeita-se que Albert Einstein, o físico Isaac Newton, o compositor Mozart e o pintor renascentista Miguel Ângelo também fossem portadores da síndrome, além do cineasta Stanley Kubrick e do filósofo Wittgenstein, bem como Andy Warhol. Outra Asperger de sucesso chama-se Temple Grandin, nos Estados Unidos, uma engenheira e zoóloga, professora universitária. Outro Asperger de sucesso é Syd Barret, vocalista, guitarrista e compositor do Pink Floyd, que devido ao Síndrome de Asperger, viria a só participar no primeiro álbum (maioritariamente) e, minoritariamente, no segundo álbum da banda. Também o vocalista da banda australiana The Vines, Craig Nicholls, foi diagnosticado com a síndrome. Nicholls catalisa toda a sua inteligência na música, criando climas energéticos e totalmente psicadélicos, estando, no entanto, afastado de quase todo o relacionamento social.

Características

  • Interesses específicos ou preocupações com um tema em detrimento de outras actividades;
  • Rituais ou comportamentos repetitivos;
  • Peculiaridades na fala e na linguagem;
  • Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo (às vezes comparado com os traços de personalidade do personagem Spock de Jornada nas Estrelas);
  • Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interacção inter pessoal;
  • Problemas com comunicação não-verbal;
  • Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.

Sinais de Alerta

1. Dificuldade em ler as mensagens sociais e emocionais dos olhares – portadores de SA geralmente não olham nos olhos, e quando olham, não os conseguem “ler”.

2. Interpretar literalmente – indivíduos com SA têm dificuldade em interpretar coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.

3. Ser considerado rude e ofensivo – propensos a um comportamento egocêntrico, os Aspergers não captam indirectas e sinais de alertas de que seu comportamento é inadequado à situação social.

4. Honestidade - portadores de Asperger são geralmente considerados “honestos demais” e têm dificuldade em enganar ou mentir, mesmo às custas de magoar alguém.

5. Percepção de erros sociais – à medida que os Aspergers amadurecem e se tornam cientes de sua “cegueira emocional”, começam a temer cometer novos erros no comportamento social, e a autocrítica em relação a isso pode crescer a ponto de se tornar numa fobia.

6. Paranóia – por causa da “cegueira emocional”, pessoas com SA têm problemas para distinguir a diferença entre as atitudes deliberadas ou casuais dos outros, o que por sua vez pode gerar uma paranóia.

7. Lidar com conflitos – ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.

8. Consciência de magoar os outros – uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.

9. Consolar os outros – como carecem de intuição sobre os sentimentos alheios, pessoas com SA têm pouca noção sobre como consolar alguém.

10. Reconhecer sinais de enfado – a incapacidade de entender os interesses alheios pode levar Aspergers a serem bastante desatentos e geralmente não percebem quando o seu interlocutor está entediado ou desinteressado.

11. Introspecção e auto-consciência – os indivíduos com SA têm dificuldade de entender os seus próprios sentimentos ou o seu impacto nos sentimentos alheios.

12. Vestuário e higiene pessoal – pessoas com SA tendem a ser menos afectadas pela pressão dos semelhantes do que outras. Como resultado, geralmente fazem tudo da maneira que acham mais confortável, sem se importar com a opinião alheia. Isto é válido principalmente em relação à forma como se vestem e aos cuidados com a própria aparência.

13. Amor e rancor – como os Aspergers reagem mais pragmaticamente do que emocionalmente, as suas expressões de afecto e rancor são em geral curtas e fracas.

14. Compreensão de embaraço e passo em falso – apesar do fato de pessoas com SA terem compreensão intelectual de constrangimento e gafes, são incapazes de aplicar estes conceitos no nível emocional.

15. Lidar com críticas – pessoas com SA sentem-se forçosamente compelidas a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.

15. Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais – como respondem às interacções sociais com a razão e não com a intuição, os portadores de SA tendem a processar informações de relacionamento muito mais lentamente do que o normal, levando a pausas ou demoras desproporcionais e incómodas.

16. Exaustão – quando um indivíduo com SA começa a entender o processo de abstracção, precisa treinar um esforço deliberado e repetitivo para processar informações de outra maneira. Isto muito frequentemente leva a exaustão mental.

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103 Comentários

  • Ricardo
    June 9, 2009 | Permalink | Reply

    Isso me acalma…
    Mas por que haveria de fazer um teste de inteligência? (somente por dúvida…)

  • June 9, 2009 | Permalink | Reply

    Para ter a noção do seu quociente de inteligência e do emocional. Sabe que certa vez, tive uma aluna que nunca conseguia alcançar bons resultados. Nem bons, nem sequer um bocadinho bons… ela era péssima a todas as disciplinas.
    Numa reunião de professores decidimos encaminhar a menina para o psicólogo, para perceber o que se passava com ela. Poderia ser mais alguma coisa, além da falta de estudo. Para espanto de todos, a menina era inteligentíssima!!! Porém, o seu quociente emocional estava aquém do que deveria ser. A menina apresentava dificuldades de aprendizagem, não por ser pouco inteligente, mas porque tinha alguns bloqueios emocionais que a impediam de progredir.
    Não digo que seja o seu caso, mas como menciona uma certa resistência à tolerância, pode muito bem ser que precise de algum incentivo emocional para se recompor e auto-motivar… não sei, será?
    Abraço da Daniela

  • Ricardo
    June 9, 2009 | Permalink | Reply

    Obrigado.

  • Gisela
    August 1, 2009 | Permalink | Reply

    olá á todos eu sou mãe de um menino que tem a sindrome de aspenger ,ele foi diagnosticado no fim do ano passado ,fiquei assustada ,triste , apavorada por esse mundo desconhecido assim como todos ficam.
    meu filho tem me ensinado a ver o mundo de um outro jeito ,do jeito dele. que o mundo é mais simples do que se parece .meu filho não é um coitado ao contrario é um vencedor pois sei que pessoas com essa sindrome são vencedores e corajosos para enfrentar coisas que nós pessoas “normais“ não conseguiria .
    Eles não tem a nossa hipocrisia nem a falta de carater nem a desumanidade como a maioria ,são humanos e mais humanos do que se ve por ai ,eles se respeitam da maneira deles ;assim como nós eles tem dificuldades ,mas são pessoas super humanas ,só tenho que agradecer á Deus por tudo.

  • Fernanda Michelon
    August 28, 2009 | Permalink | Reply

    Eu tenho a maioria desses sintomas, atualmente estou com 18 anos, cheguei a achar que tinha déficit de atenção ou coisa parecida. No meu estágio da faculdade a minha Professora me chamou atenção que ela só nao me reprovou pq percebeu as minhas reais dificuldades, mas que parecia que ela me falava as coisas e eu não entendia nada. As meninas da faculdade e a minha família por diversas vezes me falaram que me dizem as coisas e parece que entra num ouvido e sai pelo outro.
    É a vida inteira assim, e o pior é q tive sempre uma educação mto rígida, sempre cobrei mto de mim mesma pq minha família me cobrava, eu sabia q por ser diferente precisava me esforçar em dobro, mas ninguem reconhecia.
    o que eu faço para me curar disso ou pelo menos nao prejudicar tanto a minha vida?

  • Fernanda Michelon
    August 28, 2009 | Permalink | Reply

    Eu apresento a maioria desses sintomas. A vida toda tive dificuldade para manter relações sociais com família, na escola, com qualquer pessoa. Me achava diferente, mas não sabia o que fazer. Sempre cobraram mto de mim em qualquer lugar, me chamavam a atenção, e diziam que eu era avoada e inocente de mais com as interpretações dos fatos.
    Agora estou na faculdade, tenho medo de falar com as pessoas e elas rirem de mim, me acharem boba. Me acho e sempre me achei meio autista. Nunca tive dificuldades no aprendizado, o que não significa que tive rendimento devido a essa imaturidade emocional e real dos fatos. Ou seja minha interpretação é distorcida na maioria das vezes e sempre saio criticada.
    O que faço para melhorar esse quadro e melhorar minha qualidade de vida?

  • September 9, 2009 | Permalink | Reply

    Baseado, com o respectivo link!

  • Thathi
    October 26, 2009 | Permalink | Reply

    OI Daniela
    Tenho um filho de 04 anos. Com atraso de desenvolvimento na escola ( só quer riscar e pronto!)
    tem caracteristicas do autismo, porém acho ele esperto demais. Penso que ele se encaixa na SA.
    Estou no inicio do diagnóstico fui ao pediatra, a neuropediatra, a psicologa e agora ao psiquiatra.
    já estamos fazendo fonoterapia com ele, no qual percebe-se um avanço. Por favor! Me dê um retorno.
    Meu msn é thathi_menezes@hotmsail.com.

  • tania maria
    October 30, 2009 | Permalink | Reply

    nesse texto se fala mais sobre o adulto. gostaria de saber como se nota que uma criança que não fala ainda tem essa síndrome,ou quais são sinais elas dão´. obrigada

  • alcineia
    November 1, 2009 | Permalink | Reply

    Oi, tambem sou mãe de um AS, ele hoje está com 17 anos, confesso que no começo foi dificil ententer esta sindrome, pois há 13 anos atrás não tinha muita informação sobre a sindrome,ao contrario de hoje.Ele aos 3 anos de idade aprendeu a ler, na copa do mundo de 94 sabia todas as bandeiras dos times. Quando ele estava com 4 anos despois de ter passado por varios hospitais para uma avaliação médica, segundo um deles me disse que era coisa da minha cabeça, ele era apenas uma criança levada., No Hospital Salgado Filho,encontrei um grande médico especialista na area de neuropediatria, Dr. Jair, que atraves de exames, deu o laudo do meu filho de AS. Durante quase 4 anos meu filho foi acompanhado por psicologo, fonoaudiologo e terapia ocupacional. Sei que ainda não temos a cura para esta sindrome, mais busco junto ao meu filho, informaçoes que possa a ajuda-lo no seu dia-a-dia. Hoje ele esta cursando o ultimo ano do ensino médio, e pretende fazer faculdade de ciencia da computação.

  • Anita
    November 3, 2009 | Permalink | Reply

    Daniela,
    seu artigo é muito esclarecedor. Só notei uma falha: você, como muitos, só apontam os déficits, problemas do sujeito com a síndrome. Por que não apontar também suas qualidades? Não há tanta coisa em que são melhores que os outros? Essa é, em geral, uma falha dos diagnóticos psicológicos ou psiquiátricos – não só sua: só apontam a negatividade do sujeito e, nunca, sua positividade.
    Abraços e parabéns pelos esclarecimentos dados.

  • Kelma Carvalho
    November 6, 2009 | Permalink | Reply

    Oi! Tenho um filho de 8 anos que foi diagnosticado com SA.E ele é ma-ra-vi-lho-so!Inteligente,capaz,alegre,comunicativo! Tenta fazer amigos em todo lugar que vai.Ele tem as restrições típicas da síndrome,mas no geral,é uma criança abençoada,na escola ele é muito querido por todos e muito exigido também devido a sua capacidade de aprendizagem.Tenho esperanças que ele consiga transpor as dificuldades e seja um homem de bem para o mundo e para si mesmo.

    • claudia collares
      March 5, 2010 | Permalink | Reply

      Que Deus te ouça.
      Espero o mesmo para mue filho.

  • jane
    November 12, 2009 | Permalink | Reply

    Adorei o blog e os comentários das pessoas que possuem um S A nas suas casas,isto nos mostra que o a sociedade nos impõem pode ser ultrapassado….
    bjus

  • cley tassitani
    November 13, 2009 | Permalink | Reply

    qual a idade média em que um indivíduo passa a apresentar a SA? li, em outros artigos, que os interesses específicos, 2 ou3, no máiximo, vão mudando com o passar do tempo. então, se hoje ele tem interesse por física ou informática ou desenho e se forma profissionalmente numa área, depois de alguns anos ele muda de profissão ou esquece todo o conhecimento adquirido? como funciona isso? como eles agem em relação aos estudos universitários?

  • isa
    November 17, 2009 | Permalink | Reply

    o menino que estuda na minha sala tem isso , eu tenho medo dele ele é suuper violento !

    • claudia collares
      March 5, 2010 | Permalink | Reply

      A violência não é característica de asperger.
      Me parece que seu colega tem outra coisa.

  • Ana Rafaela
    November 24, 2009 | Permalink | Reply

    meu filho de 5 anos foi diagnosticado uma semana atrás, inclusive, durante a consulta eu mesma recebi o mesmo diagnóstico. me disseram que é raro em mulheres. já tinha visto um documentário sobre a sídrome de aspenger, e até disconfiava, mas se não fosse a professora da unidade infantil em que meu filho estuda não teria procurado um especialista. por isso que é importante as pessoas saberem, principalmente os profissionais de educação, pois se alguém tivesse me diagnoticado quando criança não teria passado a vida toda sendo rotulada de esquisita, anti-social, etc. apesar de tudo, sempre fui bem nos estudos e até fiz uma faculdade, porém não consigo exercer a profissão por não me relacionar bem com as pessoas (e também porque eu gosto de ficar em casa).

  • 135 (melhor não)
    November 24, 2009 | Permalink | Reply

    Há um filme à respeito. Não guardei o nome, mas as características da síndrome e seu nome sim. Acho q sou. Acho q mais gente de minha família é. Um tio meu era Down, já faleceu jovem ainda. Nunca prestei muita atenção às aulas, mas sozinho engolia os cadernos e livros. Olhar nos olhos foi algo q me atingiu mais, mas ouvindo amigos e outros fui melhorando. Asperg parece ser uma tendência de comportamento, todos somos passíveis de mudanças. Adorava atividades quando jovem q ninguém gostava na minha idade, como soltar pipa, passava horas direto fazendo isso, só eu e a pipa. Vídeo-game tb. Pesca. Coisas q se faz sozinho.

  • 135 (melhor não)
    November 24, 2009 | Permalink | Reply

    Sou extremamente frio perante tragédias, finais de relacionamentos e outros. Trabalho na área da saúde e, aos olhos dos outros, acho q ter claro este diagnóstico pode me prejudicar profissionalmente. Embora pro Einstein isso tenha sido uma vantagem. Linguagem é algo q sempre me pegou. Música, matemática. Jogava xadrez enquanto pequeno, mas ninguém gostava (se bem q ninguém gosta). Aprendi a fazer leitura postural, mas isso não nasceu comigo.

  • 135(melhor não)
    November 24, 2009 | Permalink | Reply

    Me afogava no alcoól, tive trocentos traumas de infância e fiquei sempre na mesma, como se fosse uma provocação, se quizessem tirar sentimento d mim, mas isso eu to especulando. Sinceridade, Deus me livre. Falo, falo mesmo, falo sempre. É triste, as vezes. Sou uma máquina de trocadilhos, fazia rimas sem parar, acordava com músicas na cabeça. Nunca estudei música. Fui a uma aula de violão, mas odiei, não voltei mais. Não sei tocar nenhum instrumento, mas faço música ssoviando com a água q escorre no meu rosto no banho. Tenho muitas manias repetitivas, tocs q não acabam mais. Chaves q somem, portas q tranco sem parar. Higiene tb não é meu forte, as vezes não quero tomar banho depois d jogar bola por exemplo e durmo no chão pra não sujar a cama.

  • 135 (melhor não)
    November 24, 2009 | Permalink | Reply

    Essas coisas. Moro sozinho, tenho q mulher q quero (acho q por perceber algo q não sei descrever nas q estão mais dispostas), mas não mantenho nenhum relacionamento, já perdi as melhores mulheres do mundo). Já saí de provas escolares atordoado e quase fui atropelado, por exemplo, algumas vezes. Enquanto estudei na Universidade (pública, me dava bem nas provas) achei pessoas com quem m dava bem, mas ainda lá tinha esse lance de eu não olhar diretamnete nos olhos. E por fim, me afundei nas drogas. Quase todas, as mais diversas, a pior fase foi quando junto delas ia ouvir música eletrônica. Mas como qualquer outra paixão q eu tenha tido, passou. Vi amigos "normais" presos às drogas como via outros presos a relacionamentos dos quais eu saia com facilidade. O mesmo aconteceu, do nada, passou. Os piores vícios foram abandonados. Hoje, trabalho em 3 empregos, pratico futebol, jiu-jitsu e motocross aos fins de semana, tenho 28 anos. Já virei o mundo de ponta cabeça, faço terapia e estou me encontrando. Sim, lamentando os muitos vasos q quebrei pelo caminho, mas esperando colar os cacos dos que estiverem ao meu alcance.

  • elton
    December 4, 2009 | Permalink | Reply

    Gostaria de saber mais sobre a sindrome de asperge, por um motivo tem uma namorada que tem SA e gostaria de saber como lidar com isso

  • JANA
    December 9, 2009 | Permalink | Reply

    EU GOSTARIA DE SABER MAIS,POIS TENHO UM FILHO COM A SINDROME,E AS VEZES É DIFICIL COMO MÃE LIDARMOS COM ESSE DISTURBIO…

  • anni
    December 30, 2009 | Permalink | Reply

    eu achei bem interessante,um colega de classe possui essa síndrome ele é repetitivo ,insistente e possui um medo terrivel de deixarmos de ser seus amigos,e para isso ele usa de meios como oferecer bombons ,até dinheiro, penso que ele entraria em desespero se alguem lhe falasse que não é mais seu amigo… Outra coisa é que ele tem uma enorme facilidade de guardar numeros de telefones ,nomes e endereços ele sabia esses dados de cada um da escola e ela não era pequena … infelizmente ele era bastante ridicularizado escondiam suas coisas , faziam brincadeiras de mau gosto e parecia q ele não tinha amor próprio pois sempre ficava atras dessas pessoas o mais estranho é que o irmão dele mais velho também possui essa sindrome qual seria a probabilidade de ocorrer esse evento? ! já a irmã dele do meio é normal …

  • Ariadne
    January 20, 2010 | Permalink | Reply

    Meu filho tem 13 anos e tem SA luto mt mas nunca vou desistir dele pq ele me pede todo dia "mãe não desiste de mim por favor , é tão difícil viver em sociedade." Realmente até pra gente normal é difícil…uma história rápida…estávamos no Maracanã comprando ingressos para o jogo do Flamengo , chegaram dois cambistas , ele falou em bom e alto tom "mãe não compre ingressos com cambistas é errado e pode ser ingresso falso" os caras nos olharam de cara feia…pegamos o primeiro táxi que passava…rs…sou paiemãe do meu lindo filho.

    • claudia collares
      March 5, 2010 | Permalink | Reply

      Esse comportamento de seu filho sobre os cambista é típico de asperger mesmo.

  • Luciana
    January 23, 2010 | Permalink | Reply

    Essa sindrome nao tem cura nem remedio . ela pode ser minimizada de modo que a pessoa nao seja vista como com "algum problema" mas que seja visa como parte das caracteristicas da propria pessoa, é mais comum em homens, mas estes conseguem viver como se fossem comuns, mas se socializam mais co crianças…tem mais papo com crianças do q com adultos, nao tem malicia, nao conhecem sarcasmo nem palavras de duplo sentido, sao totalmente ingenuas, de acordo com as estatisticas, no reino unido apenas 12 % dos homens com sa conseguem trabalhar em periodo integral

  • Luciana
    January 23, 2010 | Permalink | Reply

    TEm dois livros que sao muito bons e ajudam a entender bastante essas pessoas e a lidar com elas, foi indicado pelo neuropediatra da minha filha é Olhe nos meus olhos…e …Nascido em um dia azul…Essa sindrome é genética, minha filha "herdou " do meu marido….A escola deve estar pronta pra ajudar , pois devido ao comportamento muitas vezes improprios, essas crianças sao ridicularizadas e excluidas, deve haver um conjunto de esforços dos pais professores psicologos e pessoas proximas…..pq se nao for cuidado a pessoa com sa sofre muito e sua auto estima fica lá em baixa…daí ela se sente incapaz …

    • KARLA NEVES
      February 8, 2010 | Permalink | Reply

      Achei muito bom seu comentário. No momento estou lendo o livro: OLHE NO MEUS OLHOS. Estou achando muito interessante… O meu interesse no assunto atualmente, é por que sou ORIENTADORA EDUCACIONAL, trabalho em Colégio Público. No momento estou fazendo MESTRADO EM EDUCAÇÃO. Tenho um aluno no colégio que tem esta SÍNDROME, no 8º ano. Decidir como tema da minha tese estudar a sindrome de asperger. Acho uma experiência muito interessante. Caso possa me ajudar com outras sugestões agradeço. De fato a ESCOLA, tem dificuldade de lidar com isso. é um grande desafio, e decidir adotar a causa. Vou tentar adquirir o outro livro que vc indicou.
      um abraço,
      KARLA NEVES

  • Luzia
    February 11, 2010 | Permalink | Reply

    Tenho um filho de 9 anos que é portador dessa sindrome

  • Hernani
    February 15, 2010 | Permalink | Reply

    Olá Daniela Mann,

    Extremamente útil este post!

    Gostaria de saber/conhecer mais fontes de estudos clínicos sobre o tema, afim de compreender ações que a maioria julga por não saber ou não compreender!

    Bom carnaval!

  • Visitante
    February 22, 2010 | Permalink | Reply

    posso estar a fazer um comentário ridiculo, mas depois de ler alguns dos posts, especialmente um de uma mãe a falar do seu filho que tira excelentes notas e que não entende o cinismo, a hipócrisia, fico com a sensação de que esta doença, isto baseado nos comentários, pode assemelhar-se ao que alguns chamam de crianças indigo. Façam uma pesquisa sobre que vão entender.

    Porque razão terão que ser chamados de doentes? Uma criança, ou pessoa, que no seu "mundo" a hipócrisia não faz sentido é doente? Não será ao contrário? Os que "praticam" a hipócrisia e muitas outras coisas, não deverão ser esses os doentes? Infelizmente não inventam remédios para esses…

  • job
    February 23, 2010 | Permalink | Reply

    Digo-vos só que saí recentemente de uma relaçao de 6 anos com uma aspie e nao calculam o que sofrí. Só hà dias tomei conhecimento da doença e ano e meio depois do termine da relaçao "perdoei" a minha ex por toda a angustia que me causou. Sem vaidade nem falsas modéstias julgo-me uma espécie de "mentalista" e no entanto nunca conseguía saber o que ela sentía, apesar de tudo conduzir para a ideia de que me amava. por vezesm, até na ontimidade, agarrava-a pelos ombros e perguntava-lhe, "O que sentes, o que pensas? Sentes alguma coisa, pensas alguma coisa? Nunca percebía em que "pé" estavamos e nao percebía como uma pessoa tao inteligente pidesse ser tao "estupida" e pouco empática. Gostaria que a doença fosse mais divulgada para que outras pessoas nao passassem pelo mesmo.

  • Cristiane Tavares
    February 28, 2010 | Permalink | Reply

    Tenho um filho de 15 anos que a 3 anos foi diaguinosticado com TDAH mais o tratamento medicamentoso não foi eficiente trocamos de medico e ficamos desapontados ao saber que meu filho pode ser asperger quando li este artigo fique surpresa pois muito do que foi dito meu filho apresenta pena que o mundo não esta preparado escola e pessoas não sabem lidar com asperger Meu filho foi encaminhado para fechar diaguinóstico em entidade competente agradeço a Deus por ter a oportunidade tratar e ter o privilégio saber que outras mães passam pela mesma preocupação fico solidaria a elas

  • andrea antunes
    March 1, 2010 | Permalink | Reply

    boa tarde, eu tenho um filho com SA, ele tem 9 anos e eu gostaria de trocar mais informações com outras mães de filhos portadores de SA, para trocarmos experiencias e evoluções nos tratamentos.
    andrea – poo feliz / sp

  • jan pereira
    March 1, 2010 | Permalink | Reply

    tenho um filho com SA,ele tenhe 5 anos ,tenho essa comfirmacao do diaguinostico a 2 anos,desde dai luto muito por ele,e dificil mais vou conseguir,tenho muito apoio de minha familia,por isso que esta sendo mais facil,ele e muito carinho esta quase alfabetizado,tenho muito orgulho do meu raiozinho de sol.

  • Cristina Oliveira
    March 4, 2010 | Permalink | Reply

    Nunca tive qualquer dificuldade de aprendizagem, visto que, para além de ter aquilo que hoje sei ser o Síndroma de Asperger, sou sobredotada. Mas a minha vida escolar foi uma odisseia de conflitos com os outros, devido a problemas de comunicação. Tenho hoje 50 anos e uma vida bastante feliz, porque tive uma mãe sensata que me proporcionou acompanhamento psicológico desde a infância. Isso levou-me a conseguir equilibrar os meus problemas de comunicação. Lido diariamente com crianças e adolescentes, visto que sou professora de apoio escolar e entendo-me muito bem com elas. Com os adultos, o caso muda de figura, se bem que tenha um casamento bem conseguido. Para os portadores do Síndroma, não desesperem. Consegue-se uma boa vida. Podemos só chegar a compreender os comportamentos dos outros pela razão mas, se quisermos, conseguimos perfeitamente lá chegar e passar por pessoas ditas “normais”. (O que é isso?)

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