Há poucas coisas tão irritantes como cortarem-nos o raciocÃnio a meio, com um rol de grunhidos imperceptÃveis que pretendem ser justificações e explicaçõezinhas de meia tigela, que nada mais são do que uma demonstração rasca de medo e má criação.
Medo que os nossos argumentos venham a descobrir uma falha na performance alheia. Medo que se lhes descubra a careca tornando públicas uma série de gaffes voluntárias, ou involuntárias, que preferem arrumar num lugar secreto, onde também devem estar os vestÃgios das boas maneiras que um dia lhes ensinaram, digo eu!
Hoje em dia não estou para me chatear com gente regateira. Quando tento dizer alguma coisa e me interrompem com gritarias, viro as costas e vou embora. Já não tenho paciência para perder tempo com pessoas que são loucas pela própria voz.
Até há bem pouco tempo também caia na esparrela e à s tantas dava por mim a explicar que ainda não tinha terminado o meu raciocÃnio, para terem calma, etc e tal… entretanto fez-se luz! É uma questão de logÃstica emocional. As pessoas só ouvem o que querem ouvir, nem vale a pena tentar argumentar com o senso comum, na medida em que farão de tudo para levar a deles avante, mesmo que isso implique cortar-nos a conversa a meio, para depois distorcerem o que dissemos e bla, bla, bla…
Esta adrenalina de virar as costas e deixar o pessoal a patinar nas suas razões, parece-me ser uma filosofia de vida que veio para ficar.





























2 Comentários
Eu quando me fazem isso costumo perguntar se têm alguma coisa na garganta. Perante a negação, digo "pelo menos combina com o cérebro". Mas isto sou eu, que tenho mau feitio. Beijoca!
ahahahahahahahahaahahahahahah